Provocações

Gerir emoções. Odiar alguém tão próximo. Como se chega a este ponto? Como é que alguém, ao fim de tanto tempo a confrontar-se com o mesmo erro, não aprende? Seremos todos assim? Seremos todos aquilo que sempre fomos e pouco mais para além disso?
O que é que nos definiu? A nossa natureza? A nossa educação? As nossas experiências? Haverá sempre uma explicação por trás de cada atitude nossa, haverá sempre uma desculpa?
Se assim for, não somos ninguém. Somos apenas máquinas que respondem a certos estímulos, tendo em conta outros que constituem o nosso passado ou o nosso “acumular de estímulos”. Somos criaturas previsíveis, cujas atitudes têm sempre uma explicação, nem sempre visível à primeira vista. Somos todos iguais, com percursos diferentes porque aquilo que rodeia cada um de nós é diferente.
- Tu não sabes aquilo porque eu passei – dizemos, quando alguém não nos compreende. Como se isso bastasse para compreender aquilo que somos, que fazemos, aquilo que mexe connosco.
Tanta coisa por um individualismo que pode ser analisado minuciosamente e reduzido a um conjunto de situações por que este nosso organismo passou. Ele é agressivo porque os pais foram com ele. Os pais são agressivos porque os pais deles também o foram. E assim por diante.
No fundo, acabamos por ser seres estúpidos, abandonados nas mãos de um qualquer acaso que define aquilo que somos.
November 3, 2009 at 2:51 am
Há pessoas que ganham a vida a tentar catalogar-nos , “desmontar-nos” e a colocar-nos em categorias, mas, por mais respeitáveis e convincentes que sejam, tenho para mim que estão erradas e que cada indivíduo é único.
As circunstâncias da vida podem moldar-nos, no entanto, cada pessoa é influenciada de maneira diferente e é isso que a torna especial.
No fundo, acho que NÃO somos seres estúpidos, NEM abandonados nas mãos de um qualquer acaso que define aquilo que somos :)
November 3, 2009 at 9:34 am
Não acredito nisso. E a prova é que pessoas criadas em circunstâncias iguais, crescem como diferentes.
O que acredito é numa base e numa série de eventos que em certa medida nos moldam (sim), mas que a nossa personalidade individual e atitude face a isso formam o todo que somos. Mesmo que às vezes seja mais fácil dizer “é assim, porque isto”, só para não admitirmos que também somos cupados “daquilo”.
November 3, 2009 at 11:16 pm
ainda bem que não acreditam. eu também não.
mas… telma m., será que duas pessoas podem ser criadas em circunstânciais *iguais*? ;)