Provocações

 

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Gerir emoções. Odiar alguém tão próximo. Como se chega a este ponto? Como é que alguém, ao fim de tanto tempo a confrontar-se com o mesmo erro, não aprende? Seremos todos assim? Seremos todos aquilo que sempre fomos e pouco mais para além disso?

O que é que nos definiu? A nossa natureza? A nossa educação? As nossas experiências? Haverá sempre uma explicação por trás de cada atitude nossa, haverá sempre uma desculpa?

Se assim for, não somos ninguém. Somos apenas máquinas que respondem a certos estímulos, tendo em conta outros que constituem o nosso passado ou o nosso “acumular de estímulos”. Somos criaturas previsíveis, cujas atitudes têm sempre uma explicação, nem sempre visível à primeira vista. Somos todos iguais, com percursos diferentes porque aquilo que rodeia cada um de nós é diferente.

- Tu não sabes aquilo porque eu passei – dizemos, quando alguém não nos compreende. Como se isso bastasse para compreender aquilo que somos, que fazemos, aquilo que mexe connosco.

Tanta coisa por um individualismo que pode ser analisado minuciosamente e reduzido a um conjunto de situações por que este nosso organismo passou. Ele é agressivo porque os pais foram com ele. Os pais são agressivos porque os pais deles também o foram. E assim por diante.

No fundo, acabamos por ser seres estúpidos, abandonados nas mãos de um qualquer acaso que define aquilo que somos.

3 Responses to “Provocações”

  1. Há pessoas que ganham a vida a tentar catalogar-nos , “desmontar-nos” e a colocar-nos em categorias, mas, por mais respeitáveis e convincentes que sejam, tenho para mim que estão erradas e que cada indivíduo é único.

    As circunstâncias da vida podem moldar-nos, no entanto, cada pessoa é influenciada de maneira diferente e é isso que a torna especial.

    No fundo, acho que NÃO somos seres estúpidos, NEM abandonados nas mãos de um qualquer acaso que define aquilo que somos :)

  2. Não acredito nisso. E a prova é que pessoas criadas em circunstâncias iguais, crescem como diferentes.
    O que acredito é numa base e numa série de eventos que em certa medida nos moldam (sim), mas que a nossa personalidade individual e atitude face a isso formam o todo que somos. Mesmo que às vezes seja mais fácil dizer “é assim, porque isto”, só para não admitirmos que também somos cupados “daquilo”.

  3. ainda bem que não acreditam. eu também não.

    mas… telma m., será que duas pessoas podem ser criadas em circunstânciais *iguais*? ;)

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