Manifesto
Essa fraqueza que nós temos e que nos obriga a sentir de vez em quando, é o que nos torna vulneráveis, vencíveis, é a seca do costume. Passamos dias e dias a representar papéis. Aqui sou a pessoa trabalhadora, ali sou a filha, depois a amiga, depois a sedutora, a vizinha, a colega, a “rapariga da fila do cinema”.
Somos tão conscientes daquilo que fazemos, pensamos em tudo e em mais alguma coisa, medimos consequências, avaliamos os outros, avaliamo-nos a nós, avaliamos o que quer que seja, mas calados é que não ficamos. E ai de quem tenha uma opinião contrária. “É ingénua, é nova, tem os olhos tapados, é burra, não sabe aquilo por que eu passei, não sabe aquilo que eu sei”.
Escondemos os sentimentos porque esses descridibilizam-nos, são infantis, ridicularizam-nos. E nós, nós somos superiores a isso.
Somos tão bons, tão incríveis, que aonde quer que tenhamos ido, “foi (sempre) fantástico”. Nada nos pode fazer sequer pestanejar, ou hesitar, ou reflectir.
Somos arrogantes, distantes, apontamos o dedo. Mas não damos o braço. Somos campeões solitários, mas orgulhosos. Desde que ninguém saiba, está tudo cool.
April 10, 2009 at 11:51 pm
Vai para uma esplnada beber umas cervejas que isso passa :)
ps: não desanimes!
April 11, 2009 at 11:16 am
ó ricardo, não te preocupes que eu estou bem :) loool
já agora, quando é que vens jantar/almoçar/lanchar connosco? hihihih :P
April 16, 2009 at 3:31 pm
Foste possuída por uma onda de inspiração! E das que não deixam nada por dizer! É mesmo assim =)